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27 março 2014

TUTORIAL - Abrindo e Redirecionando Portas OpenRG–Coletek W-N2120 Vivo


Caros Amigos Leitores.
Após pedidos de alguns leitores do meu blog, vou descrever um TUTORIAL de como ABRIR e REDIRECIONAR PORTAS no OPENRG, especificamente no roteador COLETEK W-N2120.
Este tutorial tem as mesma função a roteadores que utilizam o OPENRG como sistema em seu FIRMWARE.
O OPENRG tinha como fabricante original a empresa JUNGO. Mas este sistema e a empresa foi vendida a CISCO. As atualizações infelizmente são pagas.
Hoje o OPENRG é baseado em PPC RISC. Segue a linha do Firewall baseado na Cisco, e a mesma utiliza-se de ACL (ACCESS-LIST) para definições PERMIT ou DENY de pacotes de IP´s. Não vou entrar no mérito sobre a montagem de pacote IP´s. Caso tenha interesse, aconselho ver o seguinte livro; PROTOCOLO TCP/IP – McGraw Hill – ISBN 9788577260485
Bom, vamos-lá;
Primeiro, é necessário que você esteja com todas as configurações do roteador habilitadas. Caso você não tenha estas opções habilitadas, siga este tutorial;
Tutorial – Abrindo configurações avançadas do Coletek W-N2120
O cenário que Utilizei foi o seguinte;
Serviço: Servidor Apache
Porta: 8085
IP Remoto: 192.168.1.31
DYNDNS: sepjcarlos.dyndns.org
Siga os passos;
1º   Acesse as configurações do roteador http://192.168.1.1/padrao (utiliza-se /padrão, apenas os roteadores da VIVO);
2º Para sermos organizados, aconselho a seguinte forma.Vamos cadastrar o serviços, portas, liberar e redirecionar.
3º Vá em ADVENCED, clique em PROTOCOLOS, clique em AVANÇADO, clique em NOVA ENTRADA;
4º Coloque o nome do Serviços e Descrição (No meu caso, coloquei SERVER APACHE);
5º  Clique em NOVAS PORTAS DO SERVIDOR ou no sinal de +;
6º PROTOCOLO TCP (Caso você tenha um serviço que trabalha com os dois protocolos TCP e UDP, você irá precisar cadastrar para ambos;
7º PORTA DE ORIGEM = ANY
8º PORTA DE DESTINO = 8085 (no meu caso);
9º Clique em OK
10º Você verá que o seu serviço encontra-se na lista. Caso não apareça, refaça o cadastro, pois apareceu alguma MENSAGEM de ERRO que passou despercebida.
11º Clique em ADVANCED, FIREWALL, PROVOCAR PORTA (o famoso TRIGGERING PORT).
12º Na caixa de dialogo, Clique em ADICIONAR, DEFINIDO PELO USUÁRIO;
13º Nome do Serviço = PORTAS APACHE (no meu caso);
14º Clique em NOVAS PORTAS DE GATILHO ou sinal de +;
15º Acontece igual ao item 5º, escolha TCP (Caso você tenha um serviço que trabalha com os dois protocolos TCP e UDP, você irá precisar cadastrar para ambos;
16º PORTA DE ORIGEM = ANY;
17º PORTA DE DESTINO = 8085;
18 º Clique em OK;
19º Clique em NOVAS PORTAS ABERTAS ou sinal de +;
20º Acontece igual ao item 5º, escolha TCP (Caso você tenha um serviço que trabalha com os dois protocolos TCP e UDP, você irá precisar cadastrar para ambos;
21º PORTA DE ORIGEM = ANY;
22º PORTA DE DESTINO = 8085;
23 º Clique em OK;
24º Clique no menu HOME;
25º Na Visão Geral, estará mostrando todas as conexões ativas no ROTEADOR OPENRG. Clique no COMPUTADOR que deseja redirecionar porta;
26º Clique em ADICIONAR REGRA DE ENCAMINHAMENTO DE PORTA;
27º Clique em NOVA ENTRADA ou sinal de +;
28º Percebam que na pagina aberta o computador encontra-se selecionado. Clique em PROTOCOLO, na caixa de dialogo, encontre o serviço criado na opção 4º. No meu cenário SERVER APACHE. A informação do serviço e portas será mostrada;
29º Em ENCAMINHAR PORTA, escolha ESCPECIFICAR e repita a PORTA DE DESTINO do item 8º. No meu cenário 8085. Obs.: Você pode definir a porta de entrada diferente de porta de destino. Exemplo: PORTA DE ENTRADA 8084 e PORTA DE DESTINO 8085. Isso torna mais seguro as aberturas de portas em seu roteador;
30º Clique em OK. Caso queira você pode definir uma tabela de horário que deseja ter acesso a esta porta, tão quanto qual IP VÁLIDO que terá acesso;
31º Feito tudo certinho. Reinicie seu roteador. Após ele subir, acesse a pagina  para verificar se a mesma esta aberta.
Caso deseje redirecionar um porta de um host que não esteja na lista do roteador. Basta apenas seguir todos os passos 1º ao 23º. Em seguida, siga os passos abaixo;
TESTAR PORTAS
1º Clique ADVENCED, FIREWALL, ENCAMINHAMENTO DE PORTA;
2º Clique em NOVA ENTRADA;
3º Clique em HOST LOCAL e selecione DEFINIDO PELO USUÁRIO;
4º Em TIPO DE OBJETO DE REDE, Selecione IPV4;
5º Em PROTOCOLO, selecione o serviço cadastrado no item 5º. No meu cenário SERVIDOR APACHE;
6º Em ENCAMINHAR PORTA, escolha ESCPECIFICAR e repita a PORTA DE DESTINO do item 8º. No meu cenário 8085. Obs.: Você pode definir a porta de entrada diferente de porta de destino. Exemplo: PORTA DE ENTRADA 8084 e PORTA DE DESTINO 8085. Isso torna mais seguro as aberturas de portas em seu roteador;
7º Clique em OK. Caso queira você pode definir uma tabela de horário que deseja ter acesso a esta porta, tão quanto qual IP VÁLIDO que terá acesso;
8º Feito tudo certinho. Reinicie seu roteador. Após ele subir, acesse a pagina  para verificar se a mesma esta aberta.
TESTAR PORTAS
Veja o Video;
Bom basicamente é isso… Qualquer dúvidas e sugestões, deixe seus comentários.
Obrigado pela leitura.

Jose Carlos Oliveira

21 março 2014

Recuperando ou Alterando a senha do Administrador do Windows Vista, Windows 7 e Windows Server 2008

Caros amigos Leitores,
Quem nunca teve o problema com a perca da senha do Administrador ou Usuário no Windows Vista, Windows 7 ou Windows Server 2008?
Quantos programas de internet e explicações você encontra no google.com e que acabam não sendo eficaz naquele momento?
Existe uma forma simples e eficaz de resolver este problema.
Vamos dar início….
A vantagem de utilizar esta forma é a segurança. Sem alterar nenhum arquivo de banco de dados do Security Account Manager (.SAM), coisa que muitos programa fazem.
O exemplo utilizado é um Windows Server 2008 R2. Neste caso não temos a senha de administrador, e quando isso ocorre, ele apresenta a seguinte mensagem; Nome de usuário ou senha incorreta.
Conforme imagem abaixo.
image2
Vamos dar um boot com a mídia do sistema operacional instalado. Utiliza-se o CD de instalação do Windows com a mesma versão instalada. Já tentei fazer o boot do Windows 7, mas o sistema operacional instalado é o Windows Server 8. O próprio boot irá informar que o sistema é incompatível.
Altere o idioma do teclado conforme o seu desejo.
image4
Na tela seguinte escolha o modo de recuperação, conforme imagem;
image5
Escolha a opção de PROMPT DE COMANDO;
image6
Com o prompt aberto, altere o drive para qual esteja instalado o sistema operacional. Neste caso o drive com sistema operacional instalado é o D:

image7
Dentro do diretório D:\Windows\System32, vamos renomear o utilman.exe da seguinte forma; ren utilman.exe utilman.bak
Aplicado este comando, vamos copiar o comando cmd.exe, da seguinte forma; copy cmd.exe utilman.exe
Vamos reiniciar o computador.
Quando aparecer a tela de login do Windows, clique no ícone de Acessibilidade (onde esta o teclado virtual e assim por diante) ou pressione a tecla do WINDOWS+U. Conforme imagem.
image11
Abrirá a tela de comando do Windows.
Digite o seguinte comando; Net user administrador novasenha
Pronto, bastar logar com a a senha nova.
Mas não esqueça de alterar o arquivo UTILMAN.EXE da seguinte forma; copy utilman.bak utilman.exe.
Este aplicativo é de acessibilidade, caso vocês esqueçam de alterar o aplicativo não ira mais funcionar.
Assista o video:

Jose Carlos Oliveira

23 fevereiro 2011

Como lidar com um micro dominado pelos vírus, num atendimento em campo?

Sempre que um cliente solicita um profissional em seu local de trabalho para consertar seu computador acaba criando um momento tenso. Geralmente o problema vem se arrastando há tempos mas aconteceu alguma coisa que impediu definitivamente o uso do computador, e agora o técnico tem que se virar para recolocar tudo em funcionamento em poucos minutos, a um custo baixo e, o pior, geralmente com o cliente “em cima” dele, perguntando se “vai demorar muito ainda?!?!?”.

A situação é desconfortável e o trabalho é minucioso e demorado, por isso muitos profissionais preferem ir logo formatando o HD e reinstalando o Windows, mesmo sabendo que este procedimento vai apagar todos os programas e dados do cliente, sem falar da perda da instalação de dispositivos como rede, internet, impressora, câmera e outros.

Somos contra este procedimento feito de forma precipitada. Acreditamos que a reformatação do HD deva ser feita só mesmo em casos de extrema necessidade, assunto que foi inclusive abordado em nosso último boletim.

Mas, infelizmente, a maioria dos usuários, em especial os jovens, não têm muita “noção do perigo” e se aventuram em quaisquer sites que lhes pareçam interessante e abrem todo tipo de anexo enviado por email. Por isso é que se tornou comum computadores dominados pelos vírus que se alastram via internet, devido a usuários que clicam em qualquer link que se lhes aparece e não têm o menor medo de entrar em sites para lá de suspeitos, geralmente de pornografia ou de programas pirateados. O que acontece nestes casos é que o micro acaba sendo vítima de um trojan (cavalo-de-tróia) que vai abrir as portas do micro para o mundo, de maneira que possa ser mais facilmente ser infestado por todo tipo de malware existente no mundo. Em casos assim, os trojans costumam desativar o antivírus e o firewall, para facilitar a invasão por seus “companheiros”.

Este é um caso típico do que acontece nos micros domésticos, e quem lida profissionalmente com a montagem e manutenção de computadores sabe do que estamos falando. No ambiente corporativo os problemas costumam ser outros, mas pode acontecer também de encontrarmos um micro assim, com este tipo de problema, o que configura um grave problema de segurança para a empresa. No caso dos micros domésticos é comum acontecer, conforme relata o leitor, do cliente ficar “em cima” do técnico, ansioso para retomar o controle da sua máquina e voltar ao MSN, Orkut e joguinhos online.

O técnico não deve se abalar numa situação destas, porque é um dos trabalhos mais demorados e chatos de serem feitos. Muitos profissionais não fazem este tipo de serviço em campo, porque não se gasta menos de 2 horas num atendimento destes, e vai gastar ainda mais se não conseguir pensar calmamente a respeito e fazer os procedimentos de checagem e correção do problema.

Mas quais seriam estes procedimentos? Em primeiro lugar é preciso desconectar o micro da internet para isolar o problema e evitar outras infecções. Em seguida é preciso remover os arquivos infectados, isto é, retirando o HD, colocando num outro micro para escanear e remover os vírus, depois repor o HD no micro original e consertar a instalação do Windows e dos outros programas.

Num atendimento de campo pode ser que não se tenha esta facilidade, por isto fica-se diante de duas alternativas: apagar tudo o que está no HD e fazer outra instalação, ou tentar recuperar a instalação existente. A primeira hipótese é complicada pois normalmente o usuário não quer perder seus arquivos e configurações, além do que até formatar o HD e reinstalar o Windows, drivers e programas gasta-se algumas horas de trabalho.

Resta, portanto, a hipótese de reparar a instalação existente. Como o micro está contaminado, é preciso escanear e retirar os vírus, e para tanto usa-se um antivírus que roda a partir de CD, como o Kaspersky Antivirus Removal ou o Removedor de Software Malicioso da Microsoft (que fazem parte do DVD de Service Packs e Utilitários da Thecnica Sistemas). Existe um artigo em nosso site que fala deste tipo de antivírus, vide aqui.

Em seguida, deve-se rodar o Combofix (que também faz parte do DVD de Service Packs e Utilitários) para remover mais alguma praga que tenha escapado mas, principalmente, para restaurar o Windows às suas configurações default. Com isto o micro já deve começar a responder normalmente a todos os comandos, talvez seja preciso repor algum arquivo apagado pelo antivírus, ou então reconstituir a instalação do Windows usando o CD ou DVD de instalação.

Se um trabalho em campo for demorar mais do que 2 horas, é melhor levar o computador para a oficina e fazer o trabalho com calma. Estando na oficina, o técnico pode ir fazendo mais de um serviço ao mesmo tempo, tem suas ferramentas e programas todos à mão e pode cuidar de sua vida enquanto vai fazendo as instalações e verificações. Se fizer o serviço no cliente, não terá acesso a tudo isto e vai precisar ficar de braços cruzados enquanto aguarda o término dos procedimentos.

Fonte: Revista PNP – www.thecnica.com.br

08 novembro 2010

Desabilitando o prefetch do Windows Vista e Seven

O recurso prefetch estreou no Windows Vista e continua presente no Windows 7. O prefetch, supostamente, serve para que o micro fique mais rápido nas tarefas repetitivas, que acessam sempre os mesmos arquivos. Entretanto, na prática, o que se nota mesmo é que o micro acaba ficando mais lento pois o HD fica constantemente sendo acessado e, quando se quer carregar algum programa ou abrir algum arquivo, é preciso esperar terminar o processamento que está sendo feito no HD para só então o micro responder ao comando do operador.

O prefetch está ligado a uma função do Windows que é acionada através do arquivo svchost.exe que é o que fica rodando em segundo plano, consumindo poder de processamento e acessando o HD. Para desligar o prefetch é simples: clicar no ícone do Computador como o botão direito do mouse e ir em Gerenciar. Depois vá em Serviços e Aplicativos e novamente em Serviços. Procure pelo item superfetch, clique com o botão direito em Propriedades e coloque Desativado no tipo de inicialização. Reinicie o micro e pronto, o prefetch virá desativado e o HD não será mais acessado o tempo todo. Se achar que o micro ficou mais lento (o que é difícil, mas pode acontecer) e quiser voltar ao normal é só seguir o mesmo procedimento e, no lugar de Desativado, colocar Automático, somente isso.

fonte: Revista PNP – www.thecnica.com

26 julho 2010

"GodMode" do Windows 7

Apesar de seu nome sugerir capacidades ainda maiores, entusiastas do Windows estão entusiasmados com a descoberta da função escondida "GodMode", que permite aos usuários acessar todos os painéis de controle do sistema operacional a partir de uma só pasta.
Ao criar uma nova pasta no Windows 7 e renomeá-la com uma certa string no fim, os usuários podem ter um lugar só para fazer de tudo, desde mudar a aparência da seta do mouse até fazer uma nova partição no disco rígido.
O truque aparentemente também funciona no Windows Vista, mas alguns avisam que ele funciona bem nas versões 32-bit, mas pode fazer sistemas com Vista 64-bit travarem.
Para entrar no "GodMode", basta criar uma nova pasta e depois renomeá-la para o seguinte:
GodMode.{ED7BA470-8E54-465E-825C-99712043E01C}

Você pode substituir "GodMode" por outro nome. Feito isto, o ícone da pasta vai mudar para o do painel de controle e vai conter dezenas de opções de controle. Não sei se é a minha ideia de brincar de Deus, mas é uma forma prática de acessar todo tipo de controle no Windows.
No Windows Vista 64-bit, o procedimento é outro: crie um atalho novo (botão direito do mouse > Novo > Atalho) e digite o seguinte no campo:

explorer.exe shell:::{ED7BA470-8E54-465E-825C-99712043E01C}

Vale apena usar esta “funçãozinha”, para quem quer ter umacesso rapido a determinados dados do painel de controle e sofre com os inumeros cliques do mouse para chegar onde deseja.

fonte: Fernando Penna – Forum SapiensInfotec

 

21 julho 2010

Dicas Diversas BASH

Existem coisinhas irritantes que fazemos frequentemente ao trabalhar no computador. Uma delas, é digitar o nome de diretórios erradamente. Eu costumo, com uma freqüência maior do que gostaria, digitar o nome de meu diretório pessoal, /home/jcalros, como /home/jcarlos.

A boa noticia é que, em um sistema como o GNU/LINUX, livre e aberto, e usado por um grande número de pessoas, estes pequenos aborrecimentos incomodam muita gente além de você. E alguns dentre eles sabem desenvolver soluções engenhosas para estes pequenos transtornos no dia-a-dia.

Para resolver este pequeno probleminha, basta acrescentar, ao seu arquivo .bashrc, a seguinte linha:

#shopt –s cdspell

Desta forma, quando você cometer novamente o seu pequeno errinho, o sistema irá corrigí-lo automaticamente.

#cd /home/jcalros

/home/jcarlos

 

Sem duvidas, este sistema esta se tornando cada vez mais a prova de idiotas.

 

Fonte: Rubens Queiroz Almeirawww.dicas-l.com.br/index.xml

 

 

15 junho 2010

Continuação - Identificar o Sistema Operacional usando ping

Recentemente, li um pequeno texto no site da Dicas-L a respeito de como se pode utilizar o comando ping como uma forma de detectar um sistema operacional remoto. Aliás, sempre que posso, ensino em sala de aula esse recurso.

Resumindo um pouco do que se trata. Para que sistemas operacionais diferentes possam se comunicar normalmente em uma rede, é preciso que todos "falem" a mesma língua. No caso da Internet e na maioria das redes da atualidade, essa língua significa os protocolos que compõem a arquitetura TCP/IP cujas especificações, conhecidas como RFC (Request For Comments) são públicas e podem, portanto, ser consultadas livremente através do site http://www.ietf.org. Em outras palavras, cada fabricante deve consultar essa documentação para implementar em seu sistema operacional os protocolos da arquitetura TCP/IP, seguindo as recomendações que irão garantir a correta interoperabilidade em rede.

Muitos dos aspectos descritos nas RFCs devem ser seguidos à risca pelos desenvolvedores e isso é uma tarefa trabalhosa e que requer bastante experiência. Por outro lado, existem alguns aspectos das especificações que devem ser definidos de acordo com cada fabricante. São essas decisões particulares na implementação da pilha TCP/IP que ajudam no desenvolvimento das ferramentas de "OS fingerprinting", que visam reconhecer o tipo e a versão de um sistema operacional remotamente. O NMAP talvez seja o melhor exemplo desse tipo de ferramenta.

Em especial, existe um campo no cabeçalho do protocolo IP chamado TTL (Time-To-Live). O objetivo desse campo é evitar que, por exemplo, por problemas de roteamento, um pacote IP fique trafegando indefinidamente de roteador em roteador. Inicialmente, o campo indicava o tempo que um pacote IP poderia ficar "em trânsito" para seu destino. A dificudade técnica logo apareceu uma vez que era difícil para cada roteador controlar quanto tempo exatamente um pacote havia ficado sobre seu controle.

Outras dificuldades técnicas também mostraram que essa forma de controle era inviável. Por conta disso, o entendimento do TTL mudou e passou a ser entendido como a quantidade de "saltos" entre roteadores (do inglês, hops) que um pacote pode dar até alcançar seu destino final. Com isso, cada roteador que recebe um pacote e o repassa adiante decrementa, antes de enviá-lo, em 1 o valor do TTL. Se o pacote não tiver mais "crédito" para continuar trafegando, o roteador que o recebeu e identificou, em primeira mão, a impossibilidade de entregá-lo ao seu destino final, descarta o pacote e encaminha ao originador uma mensagem de TTL Time Exceeded, através do protocolo ICMP.

Pois bem, voltando ao assunto das RFCs, o TTL é um dos campos cujo valor default, utilizado em um pacote assim que ele é criado, fica a cargo de cada sistema operacional. Com isso, os sistemas operacionais mais conhecidos do mercado acabaram adotando valores diferentes. Por exemplo, o Microsoft Windows costuma adotar como valor padrão para o TTL o valor de 128. Já sistemas GNU/Linux costumam utilizar o valor de 64. O Solaris, por sua vez, adota o máximo que o campo permite: 255. É essa particularidade que torna simples a investigação de um sistema operacional, remotamente, apenas pelo resultado do ping.

Diante disso, ao executar o comando ping para uma determinada máquina, basta verificar o valor do TTL apresentado como resultado e identificar de qual padrão ele aproxima-se mais. Por exemplo, no exemplo abaixo o valor de TTL de 57 está mais próximo de 64 do que de 128 (Microsoft Windows) e 255 (Solaris). Nesse caso, pode-se suspeitar que trata-se de um sistema GNU/Linux.

Suspeitar? Isso mesmo. Apesar desse comportamento refletir a realidade na maioria dos casos, é importante tomar cuidado com o fato de que esses valores podem ser alterados, principalmente por sistemas que, como o GNU/Linux, possuem alguns recursos que permitem interagir diretamente com o kernel e, consequentemente, com a pilha TCP/IP do seu sistema operacional.

Por exemplo, para alterar em tempo real o valor do TTL utilizado por seu ambiente GNU/Linux, basta, como root, executar o seguinte comando:

  # echo 1 > /proc/sys/net/ipv4/ip_default_ttl



Depois, para consultar o valor atual, basta utilizar o cat:




  # cat /proc/sys/net/ipv4/ip_default_ttl



Conhecer bem o comportamento da pilha TCP/IP dos diversos sistemas



operacionais é fundamental para exercer a função de administrador de sistemas. A detecção de um sistema operacional por meio do valor do TTL é um recurso importante e ágil, desde que seja considerado em um ambiente de rede controlado onde se pode assumir que apenas os valores padrões do TTL estão sendo utilizados. Por outro lado, caso trata-se de um ambiente não restrito, considere utilizar outras técnicas e ferramentas.







Fonte: Jansen SenaRevista PNP

Identificar o Sistema Operacional usando ping

Com o comando ping podemos identificar o Sistema Operacional utilizado.

O comando ping trabalha com o protocolo ICMP enviando mensagens. Quando uma maquina de destino recebe um Echo Request ela retorna um Echo Reply.

Para descobrir qual Sistema Operacional está sendo utilizado vamos usar o TTL (Time to Live). Este valor indica quanto tempo o pacote vai ficar circulando antes de ser descartado.

Cada Sistema Operacional trabalha com um TTL padrão e desta forma podemos identificar o tipo de sistema.

Exemplo1.

  $ ping 127.0.0.1
PING 127.0.0.1 bytes of data.
64 bytes from 127.0.0.1: icmp_seq=1 ttl=64 time=0.028 ms
64 bytes from 127.0.0.1: icmp_seq=2 ttl=64 time=0.030 ms
64 bytes from 127.0.0.1: icmp_seq=3 ttl=64 time=0.029 ms



Exemplo2.




  $ ping 127.0.0.1
PING 127.0.0.1 bytes of data.
64 bytes from 127.0.0.1: icmp_seq=1 ttl=128 time=0.176 ms
64 bytes from 127.0.0.1: icmp_seq=2 ttl=128 time=0.183 ms
64 bytes from 127.0.0.1: icmp_seq=3 ttl=128 time=0.189 ms



Representamos na tabela abaixo o valor padrão do TTL para alguns sistemas operacionais:




SISTEMA       TTL



UNIX             255



LINUX            64



WINDOWS      128




Com estes números já podemos determinar o Sistema Operacional dos exemplos acima. No caso do Exemplo1 o ttl=64 nos diz que o sistema utilizado é Linux, e para o Exemplo2 podemos dizer que o sistema usado é Windows.



Os roteadores estão programados para decrementar o TTL a cada pacote que passa por ele. Se uma maquina Windows for "pingada" e o valor TTL for 126 significa que antes de chegar ao destino existem 2 roteadores.





Fonte: Denis Gabriel IgnacioRevista PNP

09 março 2010

8 razões para abandonar de vez seu antigo e cansado Windows XP

É preciso encarar o fato de que o Windows XP já tem nove anos de idade, o que é uma eternidade no mundo dos computadores. Já está na hora de sua aposentadoria compulsória, e se você precisa de alguns motivos extras para deixá-lo aqui estão algumas dicas neste sentido:

 

Num país onde a pirataria corre solta como o Brasil, talvez o que diremos a seguir não faça sentido, mas para quem gosta de ter suas coisas em ordem fará. É o seguinte: não existe mais o Windows XP para venda, se você quiser utilizá-lo terá que usar uma cópia antiga ou apelar para a pirataria. O que se encontra nas lojas e nos micros novos é o Windows 7 e mais cedo ou mais tarde teremos que conviver com ele em nossas atividades. Assim, o quanto antes você começar mais cedo começará a tirar proveito das vantagens que um novo micro e um novo Windows trará. Para ajudá-lo a tomar a decisão de mudar, mostraremos alguns pontos onde o XP mais claramente mostra sua idade:
1 - O XP ficou defasado
Antigamente diríamos “fique com o que você já conhece, mesmo que atrasado”, mas hoje esta rima mudou. A frase acima pode até chocar alguns, mas o fato é que o XP já mostra o sinal da idade, até porque a Microsoft deixou de investir no XP desde 2006, quando preparava o lançamento do Vista. Aquela interface azul tão conhecida já foi revolucionária, fantástica. Mas agora ela já parece antiquada e, felizmente, mesmo mudando para interface Aero e suas transparências estonteantes e uma maior precisão nas letras, você não precisará aprender nada totalmente novo ou que tome mais do que uns 15 minutos de seu tempo.
2 - Melhor suporte ao hardware moderno, com mais segurança e estabilidade
Windows 7 vem com muito mais drivers de hardware atuais, para oferecer suporte aos novos e poderosos dispositivos de hardware, como redes wireless, placas de vídeo e monitores gigantes.
As placas de vídeo novas, em especial, quando ligados aos espetaculares monitores de 24 ou 32 polegadas existentes atualmente, a um preço acessível, são um enorme diferencial do Seven em relação ao XP. Claro que muito disto também roda no XP, mas os efeitos visuais do novo Windows são incomparáveis, além de muito úteis. Quem gosta de jogos, então, poderá tirar proveito também das novas placas de som, juntamente com a nova versão de DirectX que serão obrigatórias nos lançamentos por vir.
O novo formato dos drivers usado no Vista e no Seven melhorou muito conjunto do sistema, apesar de ser indigesto para alguns, que tiveram que sucatear aparelhos ainda bons. Mas as mudanças foram feitas para aumentar a estabilidade e a segurança, o que é bom para cada um de nós e para a sociedade como um todo, cada vez mais interligada pela internet.
3 - O preço do Windows diminuiu
O Windows XP era caro em seu tempo, mas pelo o que ele oferecia naquele tempo de vacas gordas era considerado “um mal necessário”. Na mesma linha de pensamento, o Vista parecia ruim em termo de custo, por isto a Microsoft revisou suas versões e preços, de forma que o Windows Seven custa menos, proporcionalmente, do que o XP custava em seu tempo. Certo, sempre existe a possibilidade das copias genéricas, mas no caso do Seven os sistemas de ativação pirata escondem grandes riscos de segurança que as empresas não podem correr. Quem garante que aquele programinha baixado da internet e que promete validar uma cópia pirata do Windows não traz embutido um worm ou spyware, que possa comprometer toda a segurança dos dados? É melhor comprar um micro que já venha com o Seven de fábrica, ou então comprar suas cópias a prestação, em até 12X sem juros. Todos agradecerão, em nome da segurança coletiva.
Aliás, por falar nas cópias “genéricas” do Windows, a edição 16 da PnP (prestes a ser lançada) trará uma análise de várias cópias piratas que compramos nos camelôs ou baixamos da internet, junto com a explicação de como funcionam os cracks para o Windows 7.

4 - O XP ainda tem suporte da Microsoft mas... não por muito tempo
Sim, o Windows XP vai receber suporte da Microsoft até pelo menos 2014 mas apenas porque foi, de longe, o sistema operacional mais popular de todos os tempos. Mas, se você pensa em adquirir um novo computador ou fazer um bom upgrade no computador que você tem hoje, seja ele um laptop ou um micro de mesa, você provavelmente não terá bons motivos para ficar com o XP.
Ainda é possível comprar computadores com Windows XP, isto se você gostar de se arriscar com relíquias do passado. Provavelmente, aquele computador com XP ainda nas lojas tem hardware igualmente ultrapassado e incapaz de rodar os Windows lançados desde 2007, ou então aquele fabricante não está “se entendendo” com a Microsoft, o que significa “falta de suporte”. Seja como for, quando se compra um computador espera-se utilizá-lo ainda por alguns anos, e algo comprado hoje feito em cima de uma base com mais de 10 anos não é um bom indício de que vá durar muito.
5 - Os novos softwares já são de outra geração, ou “o futuro vem em 64 bits”
Já de algum tempo (desde o lançamento do Vista) os desenvolvedores de software vêm sendo empurrados para a frente, mesmo que contra sua vontade. O futuro pertence aos sistemas de 64 bits, e isto significa uma mudança de paradigma, no modo de pensar e de montar os programas. Enormes quantidades de memória podem ser utilizadas, novas formas de conexão estão disponiveis e as ameaças de segurança permeiam tudo isto. Se você não mudar seu sistema operacional, ficará de fora deste novo mundo.
Um pequeno exemplo prático: o XP de 32 bits, o mais utilizado, não reconhece mais que 3 GB de memória RAM. A maioria dos computadores novos já começa a vir com mais que isto de memória RAM, já pensando nas novas gerações de software.
6 - Melhor segurança global
Não cabe aqui discutir se o Windows 7 é o sistema operacional mais seguro do mundo, em comparação com o MacOS e o Linux. O fato é que o Windows domina nada menos que 97% dos micros ao redor do mundo, e seguramente neste universo o Windows 7 é a opção mais segura. Para ser honesto, se você roda seu micro debaixo de uma rede você estará tão seguro quanto for a infraestrutura em geral, e não apenas do seu micro em especial. Felizmente, mesmo com todos os patches, hotfixes e service packs, os sistemas operacionais do futuro (leia-se, Windows 7 e Server 2008) estarão muito melhor preparados já a partir da instalação para prevenir os vírus, invasões e infecções de todo tipo.
7 - Será que você realmente precisa fazer um upgrade? Não, mas deveria.
É preciso enfrentar as situações. Será que você prefere continuar vivendo no passado, ou seguir adiante com o futuro? A resposta é muito pessoal e para algumas pessoas o melhor mesmo é ficar onde estão. Entretanto, se você é uma pessoa dinâmica, que deseja progredir e estar antenado com as novas tendências e opções, então a hora é de mudança. É preciso estudar, atualizar-se e manter-se sempre à frente da concorrência.
8 - Sempre resta a opção da virtualização
Um dos grandes problemas da migração para o Windows 7 é a questão dos programas antigos. Muitas empresas ainda utilizam programas administrativos obsoletos mas que, para elas, ainda estão atendendo. Surpreendentemente, aqui no Brasil muitas e muitas empresas ainda são gerenciadas com programas feitos para DOS, o bom e velho DOS, de mais de 20 anos de idade, tão cheio de falhas que parece uma peneira furada. Para estes casos, programas que não rodem no Windows 7 podem confortavelmente rodar dentro de uma máquina virtual criada no Windows 7, usando soluções gratuitas como o VMWare ou o VirtualBox, aliás, já mostradas na Revista PnP nº 7 e na Revista Pnp nº 14.
Em suma: o Windows XP foi muito bom em sua época, mas agora começamos a perceber ou, ao menos, desejar, que as coisas tenham mudado bastante desde 2001. É hora de seguir adiante, não tenha medo. Por falar nisto, a edição 16 da PnP traz artigos especialmente feitos para ajudá-lo na migração do XP para o Seven, mostrando a instalação, os problemas com a ativação, teste de várias cópias piratas que compramos nos camelôs, como funcionam os cracks para o Windows 7, além de mostrarmos como contornar a falta do Outlook Express no Windows 7.

fonte: Revista PnPhttp://www.thecnica.com/

19 fevereiro 2010

Windows XP em HD SATA

O Windows XP pode ter ou não Drivers nativos que possibilitem sua instalação em computadores com HD SATA (Serial ATA). Usando-se um CD do Windows XP com o SP3 incorporado, a chance desse tipo de HD ser reconhecido é muito maior, pois na época do SP1 ou SP2 a tecnologia SATA ainda era recente. E como o SP3 é um pacote de atualização lançado há pouco, pode-se ter a sorte desse tipo de driver estar incorporado. Mas naturalmente, muitos usuários tem problemas, mesmo usando um CD do Windows XP com Service Pack 3, pois existem inúmeros fabricantes e inúmeros tipos de Placas-mãe. Assim, mesmo utilizando-se um CD de última versão do Windows XP ainda há a chance do seu driver não estar incluso.

Nesse caso, você pode usar um destes métodos:

1 — Gravar o driver em um disquete

Este é o método tradicicional. Localize o driver da controladora SATA, grave-o em um disquete, devidamente descompactado. Os fabricantes dos drivers costumam fornecer um utilitário que coloca o driver no disquete no formato adequado. Inicie a instalação normalmente pelo CD do XP, e quando aparecer a mensagem para pressionar F6 para inserir drivers de terceiros faça isto. O driver será procurado no disquete, encontrado e incorporado àquela instalação. Isto, claro, se correr tudo bem. Se não correr, recorra a um dos métodos alternativos a seguir:

2 — Recorrer ao nLite e incorporar o seu próprio driver Sata ao seu CD de instalação do Windows XP.

Basta procurar os drivers da controladora SATA do seu desktop ou notebook no CD dos Drivers que veio junto ao PC ou na página de Download do fabricante do Seu PC ou do fabricante do chipset da placa-mãe. O Driver Sata, geralmente tem menos de 500 KB de tamanho e pode ter o nome de AHCI, Matrix Storage, Mass Storage ou RAID. Normalmente compostos de 3, 4 ou 5 arquivos (.INF, .CAT, .SYS). Alguns podem chegar ou passar de 1 MB de tamanho e ter também algumas dlls e arquivo .exe. Mas não ultrapassarão 1,44 MB que é o tamanho máximo que um Disquete comporta.
Em alguns casos, o fabricante disponibiliza o driver em imagem de disquete (.IMA) para ser gravado diretamente nesse tipo de mídia. Mas como Drive de Disquete já é algo ultrapassado, e geralmente ausente em PCs modernos, pode-se usar o UltraISO para extraí-los do arquivo .IMA, e, posteriormente integrá-lo ao CD do Windows XP com a ajuda do nLite.

3 — Desabilitar o suporte SATA nativo e fazê-lo passar-se por um Parallel Ata (também chamado de PATA ou IDE)

Este é outro método que se pode tentar, naturalmente desde que exista essa opção no BIOS. Em alguns PCs essa opção vem com o nome de AHCI. Devido aos inúmeros modelos, fica inviável enumerá-las. Na hipótese desse método funcionar seria interessante habilitar novamente o Suporte SATA depois da instalação bem-sucedida do XP, pois caso não faça isso, o desempenho do HD pode ficar comprometido.
Quem possui um Notebook ou Desktop com placa-mãe Intel pode tentar entrar no Setup e ir na aba Info para verificar a versão da Bios que deve ser a 1.12, caso seja essa versão, é só ir em “Advanced”, e na Opção “C3 Function” Alterar para “Enabled”.

4 — Baixar um pacote de drivers e incorporá-los ao instalador do XP

Quem já tentou, em vão, os outros métodos acima e não encontrou a opção de desabilitar temporariamente o suporte SATA nativo, ou não achou o driver no site do fabricante ou do Chipset da sua placa para integrá-lo com o nLite, pode ainda baixar um pacote de drivers. Existem vários na internet, é só dar uma procurada com o Google. Para integrá-lo ao CD do seu Windows XP, veja o tutorial que está na Revista PnP.

Em suma...

Infelizmente, é só isso mesmo o que se pode fazer e em alguns casos seu PC pode não ter a opção de desabilitar o Suporte SATA pelo BIOS e nem o fabricante dispor de drivers SATA para Windows XP (alguns fabricantes não mais desenvolvem drivers para esse Sistema Operacional). Em casos assim, você terá que esquecer o Windows XP e instalar o Window Seven mesmo, pois esse reconhece qualquer HD SATA feito nos últimos anos, ou então adquirir um PC com HD IDE (PATA), o que vai ser difícil de se encontrar, pois há há pelo menos 5 anos os micros só vêm mesmo com HDs padrão SATA.

 

Fonte: Revista PNP – www.revistapnp.com.br