17 novembro 2008

Construa sua Marca pessoal! Seja diferente e fature com isso

O que Bill Gates, Steve Jobs e Linux Torvalds têm em comum? Além de estarem todos ligados à área de informática, tornaram-se lendários e aliaram seus nomes, respectivamente, ao Windows, à Apple e ao Linux. Claro, nem todo mundo pode ser um Bill Gates, mas cada profissional precisa e deve cuidar de sua carreira, estando ele muito bem empregado ou “se virando” por conta própria. Nas situações decisivas quem tem mais nome e respeito leva vantagem, e esta vantagem pode ser a diferença entre você ser famoso e bem remunerado, ou tornar-se um profissional qualquer, como tantos outros que estão por aí. Por isto é que dizemos:

Construa sua Marca Pessoal! Seja diferente e fature com isto.

Não importa qual seja sua área de atuação profissional. Fique atento, pois nas últimas décadas o mundo do trabalho mudou! Quantas vezes ouvimos ou lemos notícias sobre reengenharia, downsizing, redução de níveis hierárquicos ou terceirização?

Há alguns anos, era comum que as pessoas tivessem um só emprego durante toda a sua vida. Quem trocava constantemente de emprego era mal visto pelas empresas. Quem tinha vários registros profissionais em sua carteira de trabalho sabia que tinha a “carteira suja”, ou seja, ela mostrava que a pessoa era pouco comprometida com as empresas nas quais tinha trabalhado. Hoje, não apenas é comum mas até recomendável que a pessoa tenha várias experiências profissionais.

Note que esta mudança não é verdadeira só para áreas operacionais. Estudos recentes mostram que 90% dos empregos de “colarinho branco”, ou seja, ligados às áreas administrativas, desaparecerão ou serão reconfigurados nos próximos anos. E como funciona este novo mundo?

Como o profissional mudará de empresa diversas vezes durante sua carreira, é importante que crie uma boa imagem em seu mercado, imagem esta que vai servir de referencial para as empresas que o contratarão. Neste novo mundo, o profissional é tão bom quanto seu último projeto. Em outras palavras, ou o profissional cresce ou... desaparece.

A carreira agora depende das habilidades e competências do profissional. Ele tem que agir e pensar como um empreiteiro independente, que precisa construir uma reputação, ou seja, precisa deixar sua MARCA em todo projeto que participou, muito mais ainda, se coordenou o projeto. E não pense em “projeto” apenas como coisas grandes, muito pelo contrário.

Você foi contratado, digamos, para consertar o micro de alguém. Faça um serviço bem feito, entenda qual é a necessidade da pessoa, resolva o problema da melhor forma possível e explique tudo o que fez. No futuro, a pessoa vai certamente lembrar de você e procurá-lo novamente, pois ficou com uma boa impressão, e vai também recomendá-lo para outros possíveis clientes.

Em em projetos maiores? Digamos que você está participando de um grupo que desenvolve softwares para determinada empresa. Você deve ser participativo, entender qual é a necessidade da empresa, fazer sua parte no projeto pensando no conjunto, dando idéias e brigando pela empresa que, no final das contas, é quem está pagando tudo isto. E igualmente vai saber reconhecer seu trabalho ou, no mínimo, seus colegas de equipe vão conhecê-lo e procurar trabalhar consigo no futuro, pois aprenderam a confiar em seu trabalho e discernimento.

Os novos tempos do emprego

Neste novo mundo do relacionamento profissional, significa então que a segurança no emprego acabou? Do modo como foi conhecida no passado, sim! Mas uma segurança no emprego que é realmente MUITO antiga está de volta.

Ela é baseada em um tripé:

Relacionamento – O profissional precisa construir uma rede de relacionamentos e contar com o apoio informal dos parentes, conhecidos e amigos. Esta rede é fundamental para um sistema de ajuda mútua, e para que as melhores oportunidades nem venham a público. Lembre-se, as grandes oportunidades de emprego ou de negócios só são conhecidas depois que alguém já está lá. Você tem que chegar antes.

Competência – O profissional precisa ter conhecimentos, habilidades e atitude, ou seja, competências que sejam comercializáveis.

Diferenciação – O profissional precisa se destacar dos outros. Precisa ter alguma coisa que o faça ser lembrado, por ser diferente e incomum. Pode ser, por exemplo, sua competência, sua fala exata e precisa ou, dependendo do ramo, sua aparência física e a forma de se expressar. Cada um tem que achar seus pontos fortes e realçá-los no ambiente de trabalho.

Em outras palavras, resumindo este tripé, significa que o profissional precisa construir uma MARCA PESSOAL que o destaque dos concorrentes e que aumente o seu valor no mercado.

No mundo publicitário uma marca é um nome, termo, signo, símbolo ou logotipo que tem a função de identificar a promessa de benefícios associada a bens e serviços, e aumenta o valor de um produto além de seu propósito funcional.

Um pequeno exemplo: o material e a mão-de-obra necessários para fazer uma calça jeans são sempre os mesmos. Qualquer fabriquinha pode juntar alguns metros de tecido a um zíper, botões, linha e algumas horas de trabalho de uma boa costureira. Mas, enquanto uma calça jeans sem marca pode ser comprada por R$15,00 em lojas de comércio popular, uma calça semelhante, mas feita por uma grife famosa, chega a ser vendida por R$ 3.000 em lojas chiques.

E o que diferencia uma da outra? A marca. O propósito funcional, ou seja, vestir a pessoa é atendido por ambas as calças. Mas a marca amplia este propósito. Ela também serve para demonstrar status e poder de compra.

E uma pessoa, pode ser uma “marca”? Claro que sim. Pense nos nomes que citamos e em tantos outros que viraram verdadeiras grifes. O valor de um produto aumenta simplesmente por ter o nome de uma destas pessoas ligado a ele. Uma marca pessoal é um sinal de confiança, que atinge emoções e emoções orientam nossas decisões.

Construindo e destruindo sua marca

Sua marca pessoal tanto tem a ver com quem você é com quem você NÃO é. Têm a ver tanto com as coisas positivas que você faz e que agregam valor a seu nome, quanto com as coisas NEGATIVAS que diminuem seu valor.

Exemplo disto, público e notório: em 1993 o jogador “Ronaldo fenômeno” foi vendido para o Cruzeiro de Minas Gerais por R$25 mil. Em 1994 o time holandês PSV pagou US$ 6 milhões pelo seu passe. Já em 1996 o Barcelona da Espanha pagou US$20 milhões pelo jogador e o vendeu apenas um ano depois para a Inter de Milão por US$32 milhões. Em 2002 o Real desembolsou EU$45 milhões para ter o craque. Sem falar nas empresas que pagaram milhões para tê-lo como garoto propaganda.

E agora, depois dos últimos episódios da vida de Ronaldinho, quanto será que vale seu passe? O quanto o episódio com os travestis e sua vida amorosa conturbada tiraram do seu valor de mercado? Com certeza, hoje ele vale bem menos do que já valeu.

Em muitas profissões, a construção de uma marca pessoal já é algo muito comum, e está ligada a competência e a maestria, ou seja, a excelência deste profissional. Esperamos maestria de um neurocirurgião, de um músico, de um jogador, de um ator, de um engenheiro e de um técnico. Se estes profissionais não deixarem sua marca de excelência em cada um dos trabalhos que fazem, com certeza não serão bem sucedidos profissionalmente e não conseguiram novos clientes ou fãs.

E por que não buscamos desenvolver esta maestria nas nossas ações pessoais? Por que não pensamos em construir e deixar nossa marca em cada uma das atividades que fazemos no nosso cotidiano?

Pense nisso. Invista em você. Estude, divulgue-se, deixe sua marca e acelere sua carreira!

Fonte: Revista PNP – http://www.revistapnp.com.br

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