05 junho 2008

Linux - Comandos Basicos Parte III

linux

Para os iniciantes de LINUX, vou estar disponibilizando alguns comandos básicos. Isto será divídido em 5 partes. Vou tentar explicar de uma forma simples e rápida a real utilização de cada comando e junto alguns exemplos. Seguimos agora com a parte III

    1. Clique a qui e veja a parte I

    2. Clique aqui e veja a parte II

    3. Clique aqui e veja a Parte IV

    4. Clique aqui e veja o Editor Vi Parte V

Comandos Básicos do Linux (3):

1 - Compactação e Empacotamento de Arquivos

Utilitário Função

gzip -> compacta/descompacta -> gera arquivos com extensão .gz

tar -> empacota/desempacota -> gera arquivos com extensão .tar

a) gzip à Este é praticamente o compactador padrão do Linux, possui uma

ótima compactação e velocidade.

Sintaxe: gzip [opcões] [arquivos-a-compactar]

Obs.: Notar que gzip compacta o próprio arquivo-a-compactar, renomeando-o para arquivo-a-compactar.gz.

Sejam os exemplos:

1) gzip –9 texto.txt à compacta o arquivo indicado na compactação máxima (-9). O grau de compactação vai de –1 até –9.

2) gzip –d texto.txt.gz à descompacta o arquivo indicado.

3) gzip –l texto.txt.gz à exibe informações sobre a compactação do arquivo indicado.

4) gzip –9 *.txt à compacta todos os arquivos com a extensão .txt. Observar que os arquivos continuam independentes.

5) gzip –t texto.txt.gz à verifica a integridade do arquivo indicado.

6) gzip –r textos à compacta os arquivos no diretório especificado. Obs.: Neste caso, arquivos dos subdiretórios também serão compactados.

7) gzip –rd textos à descompacta os arquivos no diretório especificado. Obs.: Neste caso, arquivos dos subdiretórios também serão compactados.

Obs.: –f à força a compactação, compactando até mesmo links.

b) tar à Este utilitário é um empacotador, pois “junta” váriso arquivos em um só. Pode ser usado com parâmetros que fazem com que além de empacotar, tar faça a compactação de gzip. O tar preserva o arquivo original.

Sejam os exemplos:

1) tar –cf texto.txt.tar texto.txt à empacota o arquivo texto.txt, criando o arquivo texto.txt.tar. Se usarmos no lugar de texto.tat o curinga *, todos os arquivos serão empacotados.

2) tar –xf texto.txt.tar à desempacota o arquivo empacotado acima.

3) tar –czf texto.txt.tar.gz texto.txt à empacota e compacta o arquivo texto.txt, criando o arquivo texto.txt.tar.gz.

4) tar –xzf texto.txt.tar.gz à descompacta e desempacota o arquivo empacotado e compactado acima.

5) tar –t texto.txt.tar à lista o conteúdo de um arquivo .tar

6) tar –tz text.txt.tar.gz à lista o conteúdo de um arquivo .tar.gz

2 – Utilização dos Coringas e Indicativos de Diretória Acima ( .. ) e Corrente ( . )

O uso dos coringas “?” e “*” é idêntico ao DOS, com pequenas diferenças.

Alguns exemplos:

a) ls *a.* à mostrará somente os arquivos que terminam com a letra “a” antes do “.” .

b) ls a???.* à mostrará todos os arquivos que comecem com a letra “a” e que após a letra “a” existam exatamente 3 caracteres. É permitido qualquer extensão ( “*” ).

c) ls ????a.?? à mostrará arquivos que tenham exatamente 4 caracteres antes da letra “a”. Os arquivos deverão terminar com a letra “a” e Ter extensão com exatamente 2 caracteres.

d) ls * à mostrará todos os arquivos.

e) ls *.a* à mostrará todos os arquivos cuja extensão comece com “a”.

f) ls *.a?? à mostrará todos os arquivos cuja extensão comece com “a” e existam exatamente 2 caracteres após o “a”.

g) ls *.??a à mostrará todos os arquivos cuja extensão tenha 3 caracteres, sendo o último caracter a letra “a”.

h) e outras combinações semelhantes ...

Outros exemplos:

a) cd .. à retorna para o diretório anterior

b) cp ../diretório-mesmo-nível/* . à copia tudo do diretório de mesmo nível do atual (../diretório-mesmo-nível/*) para o diretório corrente ( . ).

c) cp * diretório-abaixo à copia tudo do diretório corrente ( * ) para o diretório abaixo (diretório-abaixo).

d) cp * .. à copia tudo do diretório corrente ( * ) para o diretório acima ( .. ) .

e) rm * -f à remove todos os arquivos ( * ), sem solicitar confirmação ( -f ).

f) rm ../* -f à remove todos os arquivos do diretório acima ( ../* ), sem solicitar confirmação ( -f ).

g) ls .. à lista o conteúdo do diretório acima ( .. ).


3 – Sistema de Arquivos

No Linux, os dispositivos de armazenamento precisam ser montados. O diretório “/dev” suporta os dispositivos ( device à /dev ) que serão montados e o diretório “/mnt” é que suportará o sistema de arquivos de um dispositivo. Alguns exemplos:

a) mount /dev/fd0 /mnt/floppy ou

mount –t ext2 /dev/fd0 /mnt/floppy à montará um disquete no drive 0 (drive a: no

Windows) de sistema de arquivo Linux (ext2).

b) mount /dev/hdax /mnt/nome à montará uma partição ou hdd de sistema de arquivos Linux (ext2).

c) mount /dev/cdrom /mnt/cdrom ou

mount /dev/hdd /mnt/cdrom ou simplesmente

mount /mnt/cdrom à montará um cd-rom. O sistema

de arquivos de cd-rom é

universal.

d) mount –t vfat /dev/fd0 /mnt/floppy à montará um disquete no drive 0 (drive a: no Windows) de sistema de arquivo Windows (FAT).

e) mount –t vfat /dev/hdax /mnt/nome à montará uma partição ou hdd de sistema de arquivos Windows (FAT ou FAT32).

Obs.: a) fd0 à sempre será o equivalente ao “drive a” e “fd1” ao “drive b”.

b) /mnt/nome à o “nome” em questão deverá ser criado pelo usuário.

c) Para verificar os sistemas de arquivos montados:

1) df à mostra informações em geral dos sistemas de arquivos montados

nos dispositivos.

2) df /mnt/xxxxx ou

df /dev/hdax à mostra informações de determinado sistema de

arquivos montado em um dispositivo.

d) Identificação dos hdd’s:

Para hdd master primário à hdax

Para hdd slave primário à hdbx

Para hdd master secundário à hdcx

Para hdd slave secundário à hddx

Onde “x” representa o número da partição (um hdd pode Ter mais de

uma partição).

e) Formatação de disquete (sistema de arquivos Linux):

mkfs /dev/fd0 ou mke2fs /dev/fd0

f) Quando uma partição precisa de alguma manutenção (reparo) basta executar o

comando e2fsck /dev/hdxy, onde x é o dispositivo e y é a partição.

4 - Criando atalhos:

cd <diretório-onde-será-crido-o-atalho>

ln –s <diretório-origem-do-atalho> nome-atalho

5 - Quebrar um arquivo em vários e depois juntar:

Quebrar um arquivo: split --bytes = 1400k [arquivo-origem] [arquivo-destino]

Juntar o arquivo quebrado: cat [arquivo-destino*] > [arquivo-origem]

Obs.: Podemos usar k para kbytes ou m para mbytes.

6 - Como mudar mensagens do LILO:

vi /boot/message à Definir mensagens do LILO. Digitar lilo, após a alteração.

7 - Como modificar o modo de login inicial (Gráfico ou Texto):

vi /etc/inittab à mudar a última linha do código abaixo, conforme a opção

# inittab This file describes how the INIT process should set up

# the system in a certain run-level.

#

# Author: Miquel van Smoorenburg, <miquels@drinkel.nl.mugnet.org>

# Modified for RHS Linux by Marc Ewing and Donnie Barnes

# Modified for Conectiva Linux by Arnaldo Carvalho de Melo

#

# Default runlevel. The runlevels used by RHS are:

# 0 - halt (Do NOT set initdefault to this)

# 1 - Single user mode

# 2 - Multiuser, without NFS (The same as 3, if you do not have networking)

# 3 - Full multiuser mode

# 4 - unused

# 5 - X11

# 6 - reboot (Do NOT set initdefault to this)

#

id:3:initdefault: à Aqui: se 3, login modo texto; se 5, login modo Gráfico


8 - Como mudar mensagens de Login:

vi /etc/issue à Definir mensagens antes do login

vi /etc/motd à Definir mensagens após o login (inicialmente é um arquivo em

branco)

vi /etc/rc.d/rc.local à Desabilitar a reconstrução do issue padrão, desabilitando com

# as linhas indicadas abaixo (negrito vermelho).

#!/bin/sh

#

# This script will be executed *after* all the other init scripts.

# You can put your own initialization stuff in here if you don't

# want to do the full Sys V style init stuff.

. /etc/profile.d/lang.sh

if [ -f /etc/conectiva-release ] ; then

R=$(cat /etc/conectiva-release)

# This will overwrite /etc/issue at every boot. So, make any changes you

# want to make to /etc/issue here or you will lose them when you reboot.

# echo "$R" > /etc/issue.net

# echo "Kernel $(uname -r)" >> /etc/issue.net

# echo >> /etc/issue.net

# if [ -x /usr/bin/linux_logo ] ; then

# clear > /etc/issue

# linux_logo -classic >> /etc/issue

# echo "$R (\l)" >> /etc/issue

# echo >> /etc/issue

# else

# cat /etc/issue.net > /etc/issue

# fi

fi

9 – Algumas configursções do lilo.conf

boot=/dev/hda

map=/boot/map

install=/boot/boot.b

prompt

1) password=linus

2) restricted

3) #timeout=50

4) default=win

lba32

message=/boot/message

image=/boot/vmlinuz-2.4.5-9cl

5) label=cl70

root=/dev/hda6

read-only

image=/boot/memtest86

label=memtest

other=/dev/hda1

6) label=win

table=/dev/hda

Observe as linhas em negrito e sublinhadas do lilo.conf acima:

1) password=linus à esta senha será solicitada, caso o usuário tente entrar como linux single, no momento do boot. No nosso caso derá cl70 single, pois este foi o label do kernel definido na linha 4.

2) restricted à complemento da linha anterior.

3) #timeout=50 à neste caso, o lilo esperará indefinidamente para dar executar o boot do sistema, pois a linha está comentada com um #. Caso desejemos estipular algum tempo, devemos levar em conta que cada 10 equivale a 1 segundo.

4) default=win à determina o sistema padrão de boot, conforme o label definido para o sistema.

5) label=cl70 à este será o nome (label) de chamada ao Linux, no momento em que o lilo apresenta as opções de boot. O padrão é linux.

6) Label=win à este será o nome (label) de chamada ao Windows, no momento em que o lilo apresenta as opções de boot. O padrão varia entre dos e windows.

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