12 maio 2008

Lendas Urbanas

Quem nunca ouviu a história de que figurinhas de chiclete têm LSD? Muito provavelmente você já deve ter visto até cartazes alertando LendasLogo_03 sobre esse perigo. E a história do camarada que foi para o motel com uma garota e acordou em uma banheira cheia de gelo e, quando se deu conta, havia uma cicatriz enorme nas costas, na altura dos rins? Essa história, inclusive, serviu de inspiração para um filme.

Bem, mas o que uma história tem a ver com outra? É que ambas são mentiras e são contadas como se fosse verdade. A história da figurinha com LSD, por exemplo, existe desde a década de 70, por exemplo. Se fosse verdade, todas as fábricas de chicletes já haviam sido fechadas há mais de 25 anos. Esse tipo de boato é chamado lenda urbana e faz parte do folclore daqueles que vivem nos grandes centros urbanos.

Ok, mas onde é que a informática entra nessa história? Desde que o e-mail passou a ser utilizado por milhões de pessoas, essa tornou-se a forma mais comum de divulgação desse tipo de boato. O problema é que, como a maioria das histórias é bem contada, a maioria das pessoas que recebem e-mails com histórias escabrosas acabam passando a história adiante - o mesmo ocorre com as insuportáveis correntes da sorte. Não é preciso dizer que a divulgação da história cresce rapidamente em progressão geométrica, entupindo a caixa postal de milhares de usuários e congestionando a rede.

O grande problema é que raramente as pessoas checam as histórias para ver se elas são verídicas ou trata-se apenas de mais uma lenda urbana e acabam passando a história adiante. Recebemos pelo menos uma história desse tipo por semana e resolvemos checar a veracidade das mais comuns:

Xampu cancerígeno: É uma lenda urbana que diz que a substância LSS (Lauril Sulfato de Sódio) usada em xampus é cancerígena. Essa informação é falsa, até porque a maioria dos xampus usa essa substância. Rumores dizem que essa mentira foi inventada por alguma empresa que fabrica xampus sem essa substância, para aumentar suas vendas (mas, como a própria história, pode não passar de um boato).

Criança com câncer: Essa é outra mentira deslavada, ainda por cima usando o nome de instituições que existem, como o Hospital Albert Einstein e a Sociedade Americana do Câncer. Nessa mensagem, pede-se que a envie para o maior número possível de pessoas, de forma a atender o último desejo da criança que só tem mais seis meses de vida e que o hospital recompensaria em dinheiro pelo ato.

Receita de biscoito: É uma história antiga para burro, existente há mais de 60 anos com várias versões. A história conta que uma pessoa pediu a receita de um biscoito de chocolate que havia comido no hotel Wladorf Astoria de Nova Iorque e que acabou sendo cobrado US$ 250,00 em seu cartão de crédito pela receita e, por vingança, agora pede que a receita seja divulgada pelo mundo inteiro de graça. A história é uma mentira, mas dizem que a receita funciona (veja em http://www.bl.net/forwards/cookie.html).

Correntes e totens da sorte: Correntes da sorte existem há anos, mas antes seguiam através de correio tradicional. Agora, com o advento da Internet, ficou muito mais fácil encher a paciência de todos. Ao receber esse tipo de e-mail, não passe adiante. Pode ficar tranqüilo porque, ao contrário do que a mensagem afirma, nenhum raio cairá sobre a sua cabeça nem nenhum ente querido morrerá.

Por congestionar a rede e encher a paciência de quem recebe esse tipo de e-mail, recomendamos que você não passe nenhum tipo de história adiante e avise ao remetente que a mensagem trata-se de uma lenda urbana (ou um hoax, no caso de mensagens que informam sobre vírus que não existem, como explicamos na semana passada).

Se você quiser, poderá ler mais sobre lendas urbanas nos endereços http://www.urbanlegends.com e http://chainletters.org/ (Agradecemos a Rosana Hermann pelos endereços).

fonte: Gabriel Torres - www.clubedohardware.com.br

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