15 maio 2008

Certficação ou Especilização Academica?

A certificação pode determinar quanto o profissional de TI será valorizado, mas não se engane: o diploma universitário é passaporte obrigatório para bons empregos.

Historicamente, a formação de parte significativa dos profissionais de TI sempre beirou a informalidade. O ineditismo de algumas tecnologias e a proliferação de plataformas abertas, com desenvolvimento comunitário, sempre contribuíram para isso.
Por outro lado, na última década pipocaram novas faculdades com cursos para diferentes segmentos, do tradicional processamento de dados até jogos digitais. O MEC reconhece doze diferentes áreas de conhecimento em cursos superiores de tecnologia. Entre 2001 e 2003, 544 novas instituições de curso superior foram autorizadas a funcionar, quase um estabelecimento por dia.
No último senso sobre o assunto, o número de novas faculdades tinha caído de 18,5%, em 2004, para 7,55% em 2005. Ainda assim, sobram vagas em cursos superiores. No meio do caminho entre informalidade e diploma acadêmico estão as certificações técnicas, cada vez mais afinadas com as demandas de mercado e valorizadas pelas empresas. Nesse cenário, em que deve investir o profissional de TI? Qual é o perfil valorizado pelas empresas?

O que o mercado quer?

Experiência, certificação e diploma. Esse é o mantra entoado por executivos de empresas de TI, CIOs e diretores de RH. Mas, atenção, se a graduação aparece em terceiro lugar na lista do que é mais valorizado num processo de seleção, não significa que ela não seja importante.
Pelo contrário. É unanimidade no mercado que hoje o diploma de graduação é tão básico quanto o domínio de inglês. Experiência e certificações são os critérios de desempate. “Hoje, pelo menos 90% da nossa equipe tem curso superior, o que já se tornou padrão. O diferencial é ter uma certificação além do diploma”, diz Marcus Stefanini, presidente e fundador da Stefanini, empresa de serviços de TI e desenvolvimento de programas que emprega cinco mil funcionários no Brasil e em outros quatorze países.
O mesmo raciocínio faz Maria de Fátima Porcaro, diretora do departamento de informática e desenvolvimento da ALESP – Assembléia Legislativa de São Paulo. Por ser um órgão público, o ingresso para a TI acontece por meio de concurso e ter diploma de graduação é obrigatório.
“Se eu precisasse e pudesse escolher, daria preferência a um profissional com certificação”, diz ela. “O principal problema com o qual me deparo aqui na assembléia é que as faculdades não conseguem transmitir a bagagem técnica necessária para o mercado de trabalho”, afirma ela.
A reclamação sobre o fato de os cursos de graduação não estarem estruturados para acompanhar a velocidade que a área de TI exige é recorrente. Mas nem por isso eles são menos importantes, principalmente quando se tratam de multinacionais. Jair Pianucci, diretor de recursos humanos da HP, ressalta um dos pontos que fazem do diploma formal algo indispensável.
“Mais do que a formação técnica, que pode ser adquirida com certificações e treinamentos dentro da própria empresa, o curso superior é importante porque dá para o profissional uma formação extra do ponto de vista de noções de negócios, de economia e mesmo de língua portuguesa. Infelizmente, vivemos em um país em que é comum as pessoas não receberem a bagagem mínima necessária até o ensino médio”, afirma Pianucci.

fonte: Flavia Yuri, dao ComputerWorld - http://computerworld.uol.com.br

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